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Quantas calorias por dia para emagrecer: fórmula e calculadora

A fórmula de Mifflin-St Jeor, os fatores de atividade, o tamanho do déficit e um exemplo de cálculo com números. Mais: como não subestimar a sua meta e por onde começar o registro.

Pela equipe do Fat Track · Atualizado em 22 de agosto de 2026

Em resumo. Para emagrecer é preciso comer menos do que você gasta: calcule a taxa metabólica basal pela fórmula de Mifflin-St Jeor, multiplique pelo fator de atividade e tire de 10 a 20%. Para a maioria das mulheres isso dá de 1.400 a 1.800 kcal por dia, e para os homens de 1.800 a 2.300 kcal, mas o número é individual: abaixo destrinchamos a fórmula e um exemplo, e o seu você calcula na calculadora de calorias diárias.

Por que “1.200 calorias” é uma resposta ruim

Não existe meta universal. O gasto de energia depende de peso, altura, idade, sexo e de quanto você se mexe. Uma mulher de 1,65 m e 60 kg atrás de uma mesa e um homem de 1,85 m e 95 kg numa obra vivem em “mundos calóricos” diferentes. Por isso o número do diário de outra pessoa, ou de uma manchete de rede social, quase nunca é sobre você.

O segundo ponto: comer muito pouco funciona nas primeiras duas semanas e depois leva a compulsão, fraqueza e perda de músculo. A tarefa não é “comer o mínimo possível”, e sim achar um déficit moderado que você consiga segurar por meses.

Passo 1. Taxa metabólica basal

A taxa basal é a energia que o corpo gasta em repouso completo: respiração, coração, cérebro, fígado. A mais precisa entre as fórmulas simples é a de Mifflin-St Jeor (1990), recomendada pelas associações de nutrição:

  • Homens: basal = 10 × peso (kg) + 6,25 × altura (cm) − 5 × idade (anos) + 5
  • Mulheres: basal = 10 × peso (kg) + 6,25 × altura (cm) − 5 × idade (anos) − 161

Exemplo: mulher, 30 anos, 1,65 m, 70 kg. Basal = 700 + 1.031 − 150 − 161 = 1.420 kcal.

Passo 2. Fator de atividade

A basal é multiplicada por um fator que reflete o estilo de vida. Sai daí a manutenção, ou seja, quanto você precisa para o peso não mudar.

AtividadeFatorPara quem
Mínima1,2trabalho sentado, quase sem caminhada
Leve1,3751 a 3 treinos leves por semana, ou muita caminhada
Moderada1,553 a 5 treinos por semana
Alta1,7256 ou 7 treinos pesados
Muito alta1,9trabalho braçal mais esporte

A nossa mulher do exemplo treina duas vezes por semana: 1.420 × 1,375 = 1.953 kcal — essa é a manutenção dela.

O erro mais comum é inflar a atividade. Dois treinos por semana com trabalho sentado é atividade “leve”, não “moderada”. Na dúvida, escolha o fator um degrau abaixo: subestimar o gasto é mais seguro do que superestimar.

Passo 3. Déficit

Para emagrecer, tire de 10 a 20% da manutenção:

  • 10% — devagar e quase imperceptível, bom para quem tem pouco a perder ou treina bastante.
  • 15% — o meio-termo que serve para a maioria.
  • 20% — mais rápido, mas com mais risco de fome e de compulsão; nesse déficit, melhor não passar de 8 a 12 semanas sem pausa.

Exemplo: 1.953 − 15% ≈ 1.660 kcal por dia. O ritmo esperado é de 0,4 a 0,6 kg por semana: pela regra grosseira, um quilo de gordura corresponde a 7.000 ou 7.700 kcal, e um déficit de 300 kcal por dia soma 2.100 kcal na semana.

Mais sobre qual déficit se sustenta sem compulsão está no artigo déficit calórico: quanto é preciso para emagrecer.

O piso

Sem acompanhamento médico não convém descer abaixo de 1.200 kcal para mulheres e 1.500 kcal para homens. Se a conta der menos que isso, reduza o déficit para 10% e acrescente movimento: de 8 a 10 mil passos por dia rendem 200 a 300 kcal a mais de gasto.

Como dividir as calorias entre os macros

A caloria é o que decide, mas a composição também importa, senão a fome aparece:

  • Proteína: de 1,6 a 2 g por quilo de peso no emagrecimento — ela preserva músculo e sacia por mais tempo. O detalhe está em quanta proteína por dia.
  • Gordura: não menos que 0,8 a 1 g por quilo — é necessária para os hormônios e para a absorção de vitaminas.
  • Carboidrato: o que sobrar; prefira arroz, feijão, legumes, frutas e raízes, que têm índice glicêmico mais baixo e mais fibra.

Para a mulher do exemplo: 1.660 kcal → 120 g de proteína (480 kcal), 60 g de gordura (540 kcal) e cerca de 160 g de carboidrato (640 kcal).

O que fazer com esse número

O cálculo é uma hipótese, não uma sentença. Teste na prática:

  1. Passe duas semanas comendo na calorias calculada e registre tudo, inclusive óleo, molhos e bebidas.
  2. Pese-se de manhã 3 ou 4 vezes por semana e olhe a média da semana, não os dias soltos.
  3. Se o peso ficar parado três semanas seguidas, tire mais 100 a 150 kcal ou acrescente passos. Se estiver caindo mais rápido do que 1% do peso por semana, coma um pouco mais.

O mais difícil aqui não é a fórmula, é o registro honesto. Ajuda quando dá para lançar a comida rápido: fotografar o prato ou escrever “arroz com feijão e um bife” — o bot do Fat Track no Telegram e no MAX estima calorias e macros sozinho, e a porção você corrige numa resposta. Os valores dos alimentos básicos ficam fáceis de conferir na tabela de calorias, e as ideias para a janta saem da lista de compras com os macros.

Perguntas frequentes

Preciso recalcular a meta conforme emagreço? Sim, a cada 4 ou 5 kg: com menos peso, o gasto também cai.

Devo contar as calorias do treino separadamente? Não, se você já contou os treinos no fator de atividade. Comer de volta o que se gastou treinando é o motivo mais comum de um déficit não funcionar.

Dá para emagrecer sem contar? Dá, mas contar por 2 ou 3 semanas mostra onde as calorias estão realmente escondidas — normalmente óleo, castanhas, molhos e bebidas.

Se quer ver o seu número agora, abra a calculadora de calorias diárias e depois experimente manter o diário por uma semana no bot: os primeiros dias são gratuitos.

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